Como falar de política com crianças?

É muito comum hoje em dias as crianças quererem se envolver nas conversas de adultos, diferente de nós que quando éramos “pequenos”, não gostávamos da vida dos adultos, mas felizmente ou infelizmente as crianças mudaram.

 

Os tempos da nossa política não são os melhores, os noticiários não param de falar nas crises, não somente econômica, mas principalmente política que vem nos deixando com um pouco de esperança de mudanças e ao mesmo tempo descrentes de um futuro promissor.

 

Aí que vem a dúvida: como explicar para as crianças tudo que está acontecendo e como ajudá-las a compreender a complexidade da política para que mais tarde sejam elas a mudança que esperamos? Calma, não precisamos nos desesperamos com isso!

 

Buscando especialistas, foi possível entender que o mais indicado é não forçar as crianças a saberem os conceitos e os reais motivos para tudo que está acontecendo nem sequer explicar porque Fulano ou Ciclano foram presos. Espere os questionamentos e tente explicar com naturalidade e de forma imparcial, pois tentar enfiar na cabeça da criança que o candidato X não presta ou que não gosta do Y é como estar doutrinando as crianças e acreditarem numa verdade que elas não conseguem ainda compreender. Então tente ser imparcial ao falar de um problema político.

 

As crianças quando começam a perguntar sobre tudo, tendem a questionar qualquer coisa que soa diferente, como o que é presidente da república, o que é congresso, impeachment, etc. Para não frustrar elas, o legal é tentar associar os conceitos da política com a realidade das crianças, como associar o congresso como a mesa de jantar onde os pais discutem a rotina da casa e tomam decisões sobre o futuro da família e o presidente da república são os pais e mães que precisam cuidar das coisas para que tudo funcione conforme o esperado, assim elas vão tendo a noção de que tudo não passa de uma divisão de responsabilidades e que a política faz parte de nosso cotidiano.

 

Lembrando que política e religião são assuntos difíceis de discutir em um ambiente onde pessoas divergem as ideias, para as crianças é importante a construção da opinião e não a imposição da sua visão para que mais tarde elas sejam capazes de opinar e buscar conhecimento aprofundado para decidir o futuro da política.

 

Por serem sempre ligadas nas conversas de adultos, é importante, ao estar em uma roda de amigos ou da família, saber ponderar o vocabulário e o tom da discussão quando as opiniões divergirem para que na cabeça da criança uma conversa política não seja sempre uma guerra como vemos muito nos dias de hoje principalmente nas redes sociais onde as pessoas se atacam de forma exagerada e não possuem mais discernimento para conversar de forma pacífica e aos poucos elas podem ir quebrando esse paradigma de que política e religião não se discute, muito pelo contrário, é através das discussões que chegamos nas melhores soluções para um bem comum.

 

Existem algumas iniciativas de tentar traduzir para a linguagem infantil a nossa história política como o exemplo do livro “Quem manda aqui?” que posse ser baixado no link: //livroquemmandaaqui.wordpress.com/ e retrata um pouco da nossa trajetória política de uma maneira lúdica e leve para que a cabeça das crianças não fica mais confusa.

 

E você já se deparou com uma pergunta das crianças sobre política? Como foi?

3 situações que um pai não deve achar normal

Se formos pensar em nossos pais e avós, muita coisa mudou quando se trata do papel do pai na família, mas com toda certeza, ainda estamos muito, mas muito longe do ideal.

Sendo pai de meninas já vivi várias situações no decorrer dos anos e tenho certeza que a maioria dos pais compartilham desses sentimentos de que a sociedade não está preparada para aceitar um pai que quer desempenhar seu papel. Tais situações sobrecarregam as mães, faz com que o papel de cuidar seja naturalizado sempre pelo lado materno.

Por isso, resolvi falar de três situações que me deixaram indignados como pai com situações que vivi nos últimos anos várias vezes.

1 – Banheiro feminino ou masculino?

Essa é uma dúvida cruel quando você é pai de menina e está num lugar onde a salvação dos banheiros família ainda não chegou.

O primeiro problema é que nós nunca paramos para raciocinar como deveria ser nosso comportamento numa situação dessas até que ocorra uma emergência e você tenha que sair correndo pro banheiro com sua filha. Ao se deparar com a entrada dos banheiro, parece que seu cérebro entra em curto e de repente você não sabe o que fazer tendo que escolher uma das duas portas com uma criança desesperada porque ela não vai aguentar mais meio milésimo de segundo esperando sua decisão que parece demorar uma eternidade na sua cabeça.

a) Entro no feminino e corro o risco de encontrar mulheres em situações um pouco descontraídas num local onde elas nunca esperam que um homem entraria?

b) Grito para as mulheres que estão no banheiro para levarem minha filha para dentro e ajudarem com a situação, correndo o risco de algo acontecer lá dentro e nunca saberei o que está havendo lá sabendo que sua filha está com uma estranha?

c) Entro no masculino e penduro-a nos meus braços para não encostar no vaso pq o banheiro masculino é sempre nada higiênico?

Confesso que mesmo com esse conflito, sempre opto pela alternativa C, pois é o que tenho mais certeza de que terei controle da situação e o que a lei determina, quando estamos com uma pessoa dependente ela deve sempre entrar no banheiro do sexo do seu responsável.

#maisbanheirosfamiliaporfavor

2 – Professor(a), fala pra mim porque também sou tão responsável quanto a mãe

Nas primeiras vezes que fui buscar minha filha na escola não me incomodei muito porque tudo aquilo era novo, mas com o tempo comecei a me questionar porque a professora quando queria comunicar um ocorrido na escola, um machucado ou que ela não tinha comido direito, ela sempre usava a frase: “Olha pai, avisa pra mãe que…”. Tenho certeza que quando a mãe ia buscar a professora não falava: “Olha mãe, avisa pro pai que…”.

Acredito que nem passava pela cabeça das professoras que eu era o responsável por cuidar de assuntos referentes a machucados, tomar remédio na hora, dormir junto para acompanhar a febre, entrar na consultório do médico (esse do médico já é o próximo tópico).

Perdi as contas das vezes que tive que explicar que o recado estava dado para o também responsável pela minha filha, que apesar de dividir todos essas preocupações com a mãe, eu também era o responsável e ia tomar as medidas cabíveis.

O mesmo acontece com os recados na agenda e até mesmo nas reuniões escolares. É um longo caminho a se percorrer e se ficarmos calados, nada vai mudar. Vamos em frente.

O legal nesses casos é demonstrar que está preocupado com a situação e falar que vai cuidar de tudo da melhor forma possível porque penso que a professora do nossos filhos é a pessoa que passa uma grande parte do dia com nossos pequenos e um conflito não seria nada saudável.

3 – Doutor(a), não precisa mandar recado pra mãe, eu estou aqui!

Um momento marcante na vida de um filho é quando surgem as primeiras emergências, por uma infecção de ouvido, febres muito altas ou machucados mais graves. Você só quer que tudo fique bem e seu filho não sofra mais.

Ao entrar no consultório, normalmente o atendimento é muito frio e distante te deixando mais tenso ainda. Todo esse climão é o de menos quando o médico começa a te fazer perguntas que não são direcionadas para você e sim para a mãe que nem está ali. As perguntas são do tipo: “A mãe já deu banho e deu alguma medicação para abaixar a febre?”.

Esse sentimento de que você está ali apenas para receber recados é muito ruim porque o momento não permite iniciarmos uma conversa de como me relaciono com minhas filhas e qual o meu papel e o papel da mãe na criação das crianças. A única coisa que você espera é que as coisas se resolvam e o médico faça o diagnóstico para sua filha começar a sair daquele estado.

Todas essas situações demonstram que a sociedade ainda nos vê, como quem está na terra apenas para trabalhar e pagar as contas.

Sei como todas essas situações só reforçam o peso e a pressão que as mães sofrem no dia a dia pelo cuidado e criação dos filhos, jamais saberei o que é isso. Tudo a minha volta parece que me diz que tudo bem, que a responsabilidade é dela mesmo, eu poderia simplesmente cruzar os braços e me acomodar, não brigar, não explicar muitas vezes para a professora, para o médico, para a vizinha, para a mãe da coleguinha da minha filha.

Eu poderia simplesmente ir com a maré, mas eu sou pai e essa palavra carrega muito mais do que fazer filhos, ser pai é muito, muito mais que isso. É preciso sim estar disposto a dividir a carga mental que as mães são obrigadas a carregar todos os dias.

Cabê a nós buscarmos nosso espaço como pais que devemos e queremos ser com pequenas atitudes que plantem na sociedade sementes que valorizem mais nossas responsabilidades e abra mais espaço para que todos possam ser os pais que queremos e não o que a sociedade acha que devemos ser.

6 Coisas que garantem a segurança dos seus filhos

Quem ainda não tem filhos sempre acha que cuidar de crianças sempre será uma tarefa super simples e fácil, mas é aí que as pessoas se enganam. Segundo o Ministério da saúde, acidentes são hoje a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. Todos os anos, cerca de 4,5 mil crianças dessa faixa etária morrem e outras 122 mil são hospitalizadas devido a diversos tipos de causas no país.

De acordo com dados do Ministério da Saúde disponibilizados na plataforma DATASUS, vejam a distribuição das hospitalizações em decorrência de acidentes por causa e por faixa etária:

Tendo ciência dos dados que revelam um destaque quando o assunto é quedas e queimaduras, separamos X dicas que podem salvar a vida do seu filho principalmente nos primeiros anos de vida:

 

1 – Cozinha não é lugar de criança nunca:

Nos primeiros meses de vida nós pais estamos normalmente esgotados e muitas vezes há semanas seguidas sem ter uma noite de sono completa. Por isso, costumamos na maioria das vezes desempenhar determinadas atividades com certa distração e muitas vezes perdemos até os reflexos que permitirão discernir o que é perigoso ou não. Com todo esse cenário, um dos principais erros é esquentar água ou comida no fogão com a criança no colo, isso aumentará as chances de um acidente grave com queimaduras. Se não possui ajuda com a criança nesse momento, uma opção é utilizar um bebê conforto para deixar a criança em local afastado do fogão, porém em segurança em local que possa vê-lo.

 

2 – Não coloque sofás e camas perto de janelas:

Uma das principais características das crianças que começam a andar e correr, é de querer se aventurar em novos ares escalando as coisas, sendo elas mesa, armários, estantes e qualquer coisa que sejam desafiadoras para elas, mas um do principais acidentes desse tipo acontece quando existem camas e sofás perto de janelas, pois as crianças adoram saber o que tem ali no alto onde só os adultos podem ver. Garanta que todas as janelas possuem redes de proteção e tire todos os móveis que possam dar a oportunidade de a criança querer se aventurar nas janelas da casa.

 

3 – Melhor o bebê conforto no chão do que em cima da mesa:

Quem carrega o bebê conforto sabe que não é uma tarefa fácil, dói os braços e não é nem um pouco anatômico com o corpo do seu carregador. Isso faz com que em momentos oportunos, tenhamos que deixar o bebê em cima de uma mesa no bebê conforto e já pensou se por um segundo de distração alguém esbarra na mesa ou até mesmo o próprio bebê se balance fazendo com que ele vá para a borda da mesa. Pois é, para evitar isso, o mais indicado é que ao descansar você coloque o bebê conforto no chão próximo a você.

 

4 – Não esqueça produtos de limpeza em locais baixos:

Um dos grandes equívocos é achar que os produtos de limpeza são um perigo só para as crianças. Imagine um pai ou uma mãe cansados da maratona diária dos primeiros meses de vida do filho e ao tentar preparar um suco de uva por exemplo, confunda o suco com o produto de limpeza e faça com que a criança se intoxique.

Temos também o clássico problema que é o acesso aos produtos de limpeza por parte das crianças. A maioria dos produtos de limpeza possuem embalagem e cores bem chamativas que geram uma grande curiosidade nas crianças a tentarem experimentarem o que para elas é apenas uma bebida que está ali dando bobeira.

Garanta que os produtos de limpeza possuem seu armário próprio e ficam em local alto para evitar que sejam confundidos pelos adultos ou que sejam acessados pelas crianças.

 

5 – Evite banheiras e trocadores altos:

Sendo o cenário mais crítico para os acidentes com crianças, as quedas causam uma grande preocupação, uma vez que nós pais tentamos manter a integridade de nossas colunas e temos a tendência de querermos fazer as coisas em altura que não massacre nosso corpo. Não descuide e esqueça o sonho de utilizar trocadores em cima de cômodas como vemos em novelas. Se estiver sozinho ou sozinha com o bebê, a chance de você ter que sair de perto do bebê para buscar alguma coisa é muito grande e acredite, o bebê que até então não virava, de repente passa a virar (Os bebês não avisam quando mostrarão suas próximas habilidades), o que pode causa um acidente fatal. A mesma coisa acontece com as banheiras, caso o bebê tente se apoiar nas bordas da banheira, um segundo de distração e o suficiente para que ele consiga fazer um movimento de sair da banheira passando a perna por cima das laterais.

A dica é, se possível utilize banheiras em cima da cama de casal, o que permite que em caso de uma fuga da banheira, ainda seja possível resgatá-lo na cama.

 

6 – Caixa de ferramentas devem ficar fechadas a sete chaves e bem escondida:

Quem tem filhos sabe que ferramentas são umas das coisas mais admiradas pelas crianças, sejam elas chaves de fenda ou alicates. Imagine que você guarda a caixa de ferramentas numa prateleira e a criança decide pegar as ferramentas. Naturalmente a caixa viria a baixo caindo em cima da criança. Mesmo que não deixe a caixa acessível, nunca deixe as crianças brincarem com as ferramentas, pois se tornarão armas nas mãos delas, pois o movimento natural nos primeiros anos de vida é que levem tudo para a boca, nariz e rosto e uma chave de fenda pode causar um acidente de grandes proporções.

Essas dicas simples garantem que diminua drasticamente o risco de acidentes em casa e fazem com que seu nível de alerta diminua e você possa ter um pouco de descanso físico e mental por menor que seja.

 

O PODER DO HÁBITO NA VIDA DAS CRIANÇAS

Nem sempre é fácil fazer com que as crianças desempenhem tarefas rotineiras como tomar banho na hora certa, escovar os dentes sempre após as refeições, etc.

Utilizando como referência o livro O Poder do Hábito do Charles Duhigg, tivemos como entender como nosso cérebro funciona quando o assunto é bons hábitos.

Mudar nossos hábitos sempre tem um grau de dificuldade, porque na maioria das vezes depende de dedicação e muita disciplina e com as crianças não é diferentes, elas adoram rotina, mas se nós pais não os conduzirem para treinar bons hábitos, elas irão adquirir comportamentos condicionados o comodismo.

De acordo com o livro, nós temos hábitos cotidianos que praticamente nem percebemos que estamos fazendo, pois são padrões de comportamentos repetidos por anos e anos como: dirigir, escrever, ,tomar banho, escovar os dentes, se alimentar, etc.

Por isso, através do condicionamento destes comportamentos, os hábitos são assimilados pelo cérebro criando um processo de aprendizado e internalizando o conceito.

Essas ações inconscientes são repetidas automaticamente com o tempo, porque o cérebro está sempre procurando maneiras de poupar esforços.

Sendo assim, compreender porque o hábito é realizado e saber qual o seu objetivo para você, é um grande passo para que possa entender como mudar esse hábito por outra ação.

Criei uma forma simples de instituir bons hábitos na vidas das crianças e você pode tentar também. Funciona!

Veja no vídeo a seguir como foi a experiência: