O que eu vi da vida quando virei pai

É um pouco difícil descrever em palavras a emoção que é virar pai, mesmo que não seja pela primeira vez. O fato é que sendo a primeira vez ou não, aquele momento sempre será único e mágico.

 

O que posso garantir é que diferentemente da mãe que percebe que será mãe nos primeiros momentos da gravidez, para o pai parece que esse momento só acontece de verdade quando aquele ser surge como aquele presente que você sempre sonhou em ganhar e alguém de repente decide te presentear fazendo aquela surpresa.

 

Parece que num estalar de dedos acendeu algo dentro de mim e a partir dali aquela vida vivida seria encerrada como num caderno de escola que só serve para aquele ano e no próximo ano tudo recomeçava com um outro caderno novinho e que dava até orgulho de abrir e escrever de forma d

evagar e caprichada.

 

Mas e o que mudou desde esse momento mágico que foi ter visto aquela coisa pequena pela primeira vez sem ser naqueles monitores da ultrassonografia com imagem preto e branco e tudo borrado? Também não é fácil descrever o que mudou, mas tenho uma certeza: Nunca mais as coisas foram as mesmas e talvez esse seja o grande sentido da vida, servir à outras pessoas e ajudar na caminhada dos novos seres que habitam a terra chamados de filhos.

 

Aquela minha vida que parecia ter total controle, passou a ser um grande desafio onde dormir e acordar em horários específicos não era mais uma escolha minha. Comer com calma e apreciar o que eu gostava já não era mais algo possível, comer era algo quase impossível, pois eu comer ou não comer no horário certo ou comer de pé ou sentado não deveria mais ser um problema já que o bebê não podia esperar e parecia que ele fazia os próprios horários, sendo que a cada dia os horários eram diferentes e aleatórios.

 

Mas e daí se eu não tinha mais o tempo de antes, aquele prazer de conviver com o novo membro da família apagava todos os problemas.

 

Mudar o foco era preciso, uma vez que até então as maiores preocupações eram bater as metas no trabalho e entregar os trabalhos da faculdade e conseguir fazer um TCC de qualidade. Todas as preocupações anteriores continuariam, mas aparecia ali uma questão nova que se tornaria prioridade.

 

Mas e daí se eu não tinha mais o mesmo foco na carreira e no trabalho, aquele novo foco me deixava o homem mais feliz do mundo.

 

Com o tempo muita coisa vai mudando e uma das primeiras mudanças é saber que ser pai não tem nada a ver com levar dinheiro e leite para casa. Não há nenhum valor monetário que pague a presença de um pai. Se sua família estiver bem e isso dependerá de quão forte os laços afetivos estiverem, o dinheiro será apenas um complemento e não uma necessidade em primeiro plano.

Chegar em casa não tem mais relação com descansar, mas e daí se quando chego em casa as crian

ças se jogam em cima de mim a ponto de cairmos todos no chão e darmos boas gargalhadas e ali iniciar-se outras brincadeiras como cavalinho, pega-pega, cócegas e aqueles abraços apertados.

 

Se eu pudesse voltar no tempo teria feito tudo igual novamente, não mudaria nada, porque tudo tinha que ser como foi e parece que tudo aquilo estava escrito para ser do jeitinho que foi. Depois de um tempo você pensa: -Não sei como seria minha vida sem minha filha aqui, parece que ela sempre esteve conosco a vida toda. Fico imaginando o que é o sentimento das mães com os filhos que parece ser algo que não é desse planeta, se eu sentir 1% do que as mães sentem pelos seus filhos, já sou o homem mais feliz do mundo.

 

Se pudesse dar um conselho sobre o que vivi depois que fui pai: -Não espere ter aquela carreira profissional dos sonhos, nem fazer aquela faculdade que você acredita que vai te dar um futuro melhor, o trabalho e os estudos nunca te darão 1% do prazer e satisfação pessoal que é ser pai e só quem é pai vai entender o que estou falando, pois por melhor que seja o trabalho e os estudos que você tiver, sempre você chegará nos momentos de insatisfação ou desmotivação, mas com seus filhos você nunca pensará em desistir e eles te farão um profissional melhor e mais feliz porque você fará o melhor por eles e não mais por você.

Lugar de pai é em casa

Sabe aquela história de que pai tem que trabalhar muito pra conseguir sustentar a casa? Se você acredita nisso, você foi enganado a vida toda e não se sinta culpado por isso, nós crescemos ouvindo que isso é ser pai, é ser o chefe da família. Mas ainda bem que as coisas mudam, nós temos chance de fazer diferente e hoje tenho certeza de que: Lugar de pai é em casa.

Há muito tempo através de nossos avós, pais, tios, nós nos acostumamos a pensar que o homem precisa decidir o que será quando crescer, se médico, engenheiro ou advogado e as meninas se iriam conseguir casar e ter uma família com filhos. No momento em que nos deparamos com a vida adulta onde as preocupações passam a ser mais financeiras do que sentimentais, principalmente para nós homens que fomos treinados para ganhar dinheiro e ter sucesso na profissão, os valores de vida

 e família ficam distorcidos durante um tempo.

Quando descobrimos que seremos pais, aí que a coisa fica um pouco pior, porque vem aqueles questionamentos: “Será que meu filho terá o conforto que ele precisa?”, “Será que conseguirei colocar meu filho naquela creche?”, “Será que conseguirei comprar aqueles brinquedos para o meu filho?”. E aí de repente o pai decide fazer hora extra no trabalho com a mulher grávida para dar conta das despesas que vem pela frente.

O primeiro erro durante a gestação é o pai mergulhar nas horas extras noite à dentro no trabalho, quando ali em caso inicia-se uma transformação, a geração de um novo ser que irá fazer parte do mundo em breve. E mesmo com a mulher empenhada na gravidez em aprender sobre cada mudança que está ocorrendo, o homem não tem tempo para abrir aquele link enviado pela mulher falando sobre os enjoos e sobre a semana exata que dará pra saber o sexo do bebê. Nada é mais importante nesse momento para o pai do que pensar em garantir o sustento da casa e assim lá se vão meses de trabalho duro.

Após o nascimento do filho e passados os sufocos da rotina desgastante dos primeiros meses do bebê onde pai e mãe descobrem que a vida sem o filho já não é possível, essa nova vida dependerá de você pelos próximos anos de dedicação quase que exclusiva. Aquela necessidade de trabalhar mais e ganhar mais dinheiro começa a ser colocada em jogo e os questionamentos dos verdadeiros valores da vida começam a aparecer quando você se dá conta de que seu filho não está dando a mínima para o salário que você ganha, para o carro do ano que você comprou e pro conforto que você tenta proporcionar para a família todos os dias. O momento chave desse processo será quando você pai perguntar para seu filho o que ele gostaria de ganhar de presente e ele responderá: -Pai, eu queria que você brincasse comigo todo dia.

Depois da descoberta de que pro seu filho o seu dinheiro não importava, que o seu carro não era legal porque o legal era andar a pé na rua, que seu filho te ama porque você faz cócegas todos os dias e não porque você bateu a meta no trabalho, você para e descobre que tudo que o pai precisava era estar presente e não ganhar dinheiro para o futuro, pois o bem mais valioso que você poderia produzir em toda a sua vida estava ali, era seu filho e nem o melhor trabalho do mundo te proporcionaria mais satisfação e realização que o seu filho. O que seu filho sempre precisará você sempre poderá dar, mesmo nas maiores crises e nas piores fases da vida, ele só quer você e não o que você pode conquistar.

Essa história ocorre em milhares de famílias por aí e que bom que podemos fazer diferente dos nossos avós e pais, nós podemos escolher sermos pais e mergulharmos nesse mundo que não mede poder aquisitivo nem cargo na empresa, só precisamos decidir sermos pais de verdade, porque ser pai é ser responsável por outro ser, é ser mais do que você próprio, é ser algo agora que perpetuará por décadas mesmo quando você não mais estiver por aqui para observar. Descobri o verdadeiro sentido da vida quando decidi ser pai e quando entendi que: Lugar de pai é em casa.

Crie um desenho 3D!

Nesse post ensinaremos como fazer o seu primeiro desenho 3D de forma bem fácil.

Esse tipo de exercício ajuda as crianças a trabalharem o raciocínio lógico e a criatividade!

O resultado é fantástico e as crianças com certeza vão querer fazer aí.

 

Onde foi que eu errei como pai e mãe?

Após o filho começar a andar e falar você se dá conta de que os primeiros meses de vida não foram nem de longe os mais difíceis.

 

Quando começam a se tornarem independentes, é que você percebe que num piscar de olhos a vida do seu filho pode estar em perigo e começam aí os momentos de tensão que vão se arrastar por muitos e muitos anos até eles crescerem e virarem adultos.

 

Duramente a vida vai testar você em cada fase do seu filho e você se perguntará: -Onde foi que eu errei?

 

Quando seu filho voltar da escolinha com um bilhete de que mordeu um coleguinha e você nunca ensinou aquilo pra ele você vai se perguntar: -Onde foi que eu errei?

 

Quando seu filho de repente xingar um amigo ou um irmão utilizando um termo que você nunca ouviu ou comentou dentro de casa você vai se perguntar: -Onde foi que eu errei?

 

Assim que nos primeiros passeios no Shopping após um dia divertido e aparentemente normal, a criança fizer birra porque quer um brinquedo que viu na vitrine e te deixar sem jeito na frente de todos, você pensará: -Onde foi que eu errei?

 

E quando seu filho comentar na rua sobre alguma característica física de alguém em voz alta e te deixar com a cara no chão e com vontade de sair dali por teletransporte, você falará pra você:  -Onde foi que eu errei?

Muito disso tem a ver com as influências atuais de televisão, internet e todo o tipo de informação que não deveria ter chegado até seu filho e que muitas vezes não conseguimos medir o tipo de conteúdo e até mesmo bloquear caso não seja adequado para a idade. Com isso nossas crianças são bombardeadas todos os dias com todo o tipo de conteúdo e isso vai moldando de alguma forma alguns comportamento das crianças como falar gírias de um Youtuber famoso ou cantar aquela música que tem letra adulta mas que pela melodia acaba atraindo os ouvindo dos pimpolhos.

 

A verdade é que nenhum pai ou mãe estarão prontos para lidar com todas as situações inusitadas que acontecerão no desenvolvimento do seu filho através de um processo normal de socialização e aprendizado através de sentimentos, emoções e erros ao experimentarem situações novas.

O que percebemos é que quem normalmente quem critica pais e mães ainda não tiveram oportunidades de experimentar essa vida maluca, maravilhosa e frustrante ao mesmo tempo que é ter filhos.

 

Quem não lembra daquele amigo ou amiga que comentou: -“Ahhh se fosse meu filho não faria isso…”, e anos depois você percebe que a paternidade e a maternidade se encarregam de mostrar que SIMMM!!! seu filho fez e fará tudo que você falou que não faria.

 

Apesar de sabermos logicamente como agir em determinadas situações, quando o afeto e o amor está envolvido, o raciocínio lógico se perde em não saber exatamente como lidar com situações adversas quando o ator envolvido é seu filho.

 

A minha experiência com duas filhas, uma de quatro anos e outra de nove anos é que nós poderíamos sim ter sido melhores em determinadas situações, mas a vida não teria graça se existisse um manual de instruções para determinar como deveríamos agir e o que deveríamos falar para nossos filhos quando eles nos colocassem em saia-justa.

 

 

Por isso, continue se perguntando: -Onde foi que eu errei? Porque essa com certeza é uma das atitudes mais dignas de um ser humano, que é sabermos olhar para dentro e nos perguntarmos onde podemos melhorar e como podemos nos melhorarmos como pais. A vida é feita de aprendizados mesmo e não se sinta um pai e mãe ruins por seu filho de vez em quando se comportar de maneira diferente do esperado por você, continue sendo o melhor do mundo para seus filhos e lembre-se sempre que um dia todos nós fomos crianças e também demos muito trabalho para os nossos pais.

 

 

Como falar de política com crianças?

É muito comum hoje em dias as crianças quererem se envolver nas conversas de adultos, diferente de nós que quando éramos “pequenos”, não gostávamos da vida dos adultos, mas felizmente ou infelizmente as crianças mudaram.

 

Os tempos da nossa política não são os melhores, os noticiários não param de falar nas crises, não somente econômica, mas principalmente política que vem nos deixando com um pouco de esperança de mudanças e ao mesmo tempo descrentes de um futuro promissor.

 

Aí que vem a dúvida: como explicar para as crianças tudo que está acontecendo e como ajudá-las a compreender a complexidade da política para que mais tarde sejam elas a mudança que esperamos? Calma, não precisamos nos desesperamos com isso!

 

Buscando especialistas, foi possível entender que o mais indicado é não forçar as crianças a saberem os conceitos e os reais motivos para tudo que está acontecendo nem sequer explicar porque Fulano ou Ciclano foram presos. Espere os questionamentos e tente explicar com naturalidade e de forma imparcial, pois tentar enfiar na cabeça da criança que o candidato X não presta ou que não gosta do Y é como estar doutrinando as crianças e acreditarem numa verdade que elas não conseguem ainda compreender. Então tente ser imparcial ao falar de um problema político.

 

As crianças quando começam a perguntar sobre tudo, tendem a questionar qualquer coisa que soa diferente, como o que é presidente da república, o que é congresso, impeachment, etc. Para não frustrar elas, o legal é tentar associar os conceitos da política com a realidade das crianças, como associar o congresso como a mesa de jantar onde os pais discutem a rotina da casa e tomam decisões sobre o futuro da família e o presidente da república são os pais e mães que precisam cuidar das coisas para que tudo funcione conforme o esperado, assim elas vão tendo a noção de que tudo não passa de uma divisão de responsabilidades e que a política faz parte de nosso cotidiano.

 

Lembrando que política e religião são assuntos difíceis de discutir em um ambiente onde pessoas divergem as ideias, para as crianças é importante a construção da opinião e não a imposição da sua visão para que mais tarde elas sejam capazes de opinar e buscar conhecimento aprofundado para decidir o futuro da política.

 

Por serem sempre ligadas nas conversas de adultos, é importante, ao estar em uma roda de amigos ou da família, saber ponderar o vocabulário e o tom da discussão quando as opiniões divergirem para que na cabeça da criança uma conversa política não seja sempre uma guerra como vemos muito nos dias de hoje principalmente nas redes sociais onde as pessoas se atacam de forma exagerada e não possuem mais discernimento para conversar de forma pacífica e aos poucos elas podem ir quebrando esse paradigma de que política e religião não se discute, muito pelo contrário, é através das discussões que chegamos nas melhores soluções para um bem comum.

 

Existem algumas iniciativas de tentar traduzir para a linguagem infantil a nossa história política como o exemplo do livro “Quem manda aqui?” que posse ser baixado no link: //livroquemmandaaqui.wordpress.com/ e retrata um pouco da nossa trajetória política de uma maneira lúdica e leve para que a cabeça das crianças não fica mais confusa.

 

E você já se deparou com uma pergunta das crianças sobre política? Como foi?

Será que ser mãe é tão mais difícil do que ser pai

Historicamente nós tentamos entender as relações familiares e em cada época essas relações vão se renovando, mas umas delas é tão intensa que parece transcender o nosso conhecimento, que é o amor de uma mãe pelos seus filhos.

Mas será que ser mãe é tão mais difícil do que ser pai?

Maternidade X Sociedade

Para entendermos melhor essa questão, nem precisamos voltar muito no tempo, pois a mãe na sociedade também tem o papel de mulher e sabemos que as mulheres ainda não conseguiram ocupar seu espaço de forma igual aos homens. Mas o que isso tem a ver com maternidade? A relação é de que se os homens tem mais espaço terem maiores salários, melhores cargos em empresas, não são cobrados sobre doenças dos filhos, não se sentem responsáveis por se preocuparem se as roupas das crianças ainda servem, faz com que os pais tenham um papel mais externo à família.

A mãe por sua vez, é cobrada desde o momento de uma entrevista de emprego quando perguntam quantos filhos ela tem para ser questionada como irá conciliar o trabalho com os filhos.

Ser mãe é deixar de viver como um único ser e passar a viver em conexão eterna e dependente com outro ser.

Ser mãe é ter que ficar pulando de emprego em emprego porque os filhos por algo que quase mágico, começam a adoecer semanas seguidas e é só melhorar que está pronto para uma nova fase difícil.

Já ser pai é não ser questionado por não ir ao médico com o filho porque tem um compromisso no trabalho.

Porque é sempre tão difícil mudar esse cenário?

Precisamos sair muito pra fora da caixa para tentarmos entender um pouco o mundo das mães, isso mesmo, eu disse tentarmos entender, porque saber exatamente o que acontece nunca saberemos como pais.

Pelo amor de Deus mãe que está aí agora querendo julgar com todas as forças os pais dos seus filhos, você pode ter certeza que a maior parcela de culpa não é somente dele, existe um fator cultural enraizado muito forte que mesmo que tenhamos tentado dividir toda a carga da mãe, não nos deixam exercer totalmente nosso papel de indivíduos que devem dividir a vida profissional com a vida dos filhos.

É um trabalho de formiguinha mesmo, e nós pais temos que buscar absorver mais da carga emocional que a mãe carrega, desde se preocupar com cada detalhe da casa, até se sentir culpada pelo fato de o filho ter que ficar no integral da escola para que ela possa trabalhar.

Não acredito em fórmula mágica, mas a certeza que tenho é que nós pais não temos ideia do que é ser mãe e estamos longe de sabermos de fato como funciona essa complexa relação com os filhos.

Mas então porque será que ser mãe é tão mais difícil que ser pai? Acredito que seja porque as nossas réguas de medida são muito diferentes. Basta olhar para a mulher para seu lado e ver quanta cobrança ela recebe, e quando algo não sai como planejado, adivinha quem leva a culpa? Para nós, homens, ser um bom pai está atrelado a muito pouco, muito menos do que o mínimo, na maioria das vezes.

Nunca saberemos o peso que elas carregam, é muito cômodo para nós homens sermos chamados de paizões por fazermos nem metade de nossas obrigações, mas se alguém pode mudar esse cenário, nós fazemos parte dessa luta.

Como? Em primeiro lugar olhando para si mesmo, com coragem e sem máscaras, conversando com sua parceira, assumindo cada vez mais responsabilidades, não deixando nossas parceiras levarem toda essa carga, trazendo assuntos paternos para lugares antes não visitados e mais, não exaltando pai que não faz mais que a obrigação, cobrando dos nossos amigos pais, os apoiando e pegando para nós a responsabilidade de mostrarmos também aos outros que mais que genitores, somos responsáveis por vidas que se formam, e agirmos como tais.

3 situações que um pai não deve achar normal

Se formos pensar em nossos pais e avós, muita coisa mudou quando se trata do papel do pai na família, mas com toda certeza, ainda estamos muito, mas muito longe do ideal.

Sendo pai de meninas já vivi várias situações no decorrer dos anos e tenho certeza que a maioria dos pais compartilham desses sentimentos de que a sociedade não está preparada para aceitar um pai que quer desempenhar seu papel. Tais situações sobrecarregam as mães, faz com que o papel de cuidar seja naturalizado sempre pelo lado materno.

Por isso, resolvi falar de três situações que me deixaram indignados como pai com situações que vivi nos últimos anos várias vezes.

1 – Banheiro feminino ou masculino?

Essa é uma dúvida cruel quando você é pai de menina e está num lugar onde a salvação dos banheiros família ainda não chegou.

O primeiro problema é que nós nunca paramos para raciocinar como deveria ser nosso comportamento numa situação dessas até que ocorra uma emergência e você tenha que sair correndo pro banheiro com sua filha. Ao se deparar com a entrada dos banheiro, parece que seu cérebro entra em curto e de repente você não sabe o que fazer tendo que escolher uma das duas portas com uma criança desesperada porque ela não vai aguentar mais meio milésimo de segundo esperando sua decisão que parece demorar uma eternidade na sua cabeça.

a) Entro no feminino e corro o risco de encontrar mulheres em situações um pouco descontraídas num local onde elas nunca esperam que um homem entraria?

b) Grito para as mulheres que estão no banheiro para levarem minha filha para dentro e ajudarem com a situação, correndo o risco de algo acontecer lá dentro e nunca saberei o que está havendo lá sabendo que sua filha está com uma estranha?

c) Entro no masculino e penduro-a nos meus braços para não encostar no vaso pq o banheiro masculino é sempre nada higiênico?

Confesso que mesmo com esse conflito, sempre opto pela alternativa C, pois é o que tenho mais certeza de que terei controle da situação e o que a lei determina, quando estamos com uma pessoa dependente ela deve sempre entrar no banheiro do sexo do seu responsável.

#maisbanheirosfamiliaporfavor

2 – Professor(a), fala pra mim porque também sou tão responsável quanto a mãe

Nas primeiras vezes que fui buscar minha filha na escola não me incomodei muito porque tudo aquilo era novo, mas com o tempo comecei a me questionar porque a professora quando queria comunicar um ocorrido na escola, um machucado ou que ela não tinha comido direito, ela sempre usava a frase: “Olha pai, avisa pra mãe que…”. Tenho certeza que quando a mãe ia buscar a professora não falava: “Olha mãe, avisa pro pai que…”.

Acredito que nem passava pela cabeça das professoras que eu era o responsável por cuidar de assuntos referentes a machucados, tomar remédio na hora, dormir junto para acompanhar a febre, entrar na consultório do médico (esse do médico já é o próximo tópico).

Perdi as contas das vezes que tive que explicar que o recado estava dado para o também responsável pela minha filha, que apesar de dividir todos essas preocupações com a mãe, eu também era o responsável e ia tomar as medidas cabíveis.

O mesmo acontece com os recados na agenda e até mesmo nas reuniões escolares. É um longo caminho a se percorrer e se ficarmos calados, nada vai mudar. Vamos em frente.

O legal nesses casos é demonstrar que está preocupado com a situação e falar que vai cuidar de tudo da melhor forma possível porque penso que a professora do nossos filhos é a pessoa que passa uma grande parte do dia com nossos pequenos e um conflito não seria nada saudável.

3 – Doutor(a), não precisa mandar recado pra mãe, eu estou aqui!

Um momento marcante na vida de um filho é quando surgem as primeiras emergências, por uma infecção de ouvido, febres muito altas ou machucados mais graves. Você só quer que tudo fique bem e seu filho não sofra mais.

Ao entrar no consultório, normalmente o atendimento é muito frio e distante te deixando mais tenso ainda. Todo esse climão é o de menos quando o médico começa a te fazer perguntas que não são direcionadas para você e sim para a mãe que nem está ali. As perguntas são do tipo: “A mãe já deu banho e deu alguma medicação para abaixar a febre?”.

Esse sentimento de que você está ali apenas para receber recados é muito ruim porque o momento não permite iniciarmos uma conversa de como me relaciono com minhas filhas e qual o meu papel e o papel da mãe na criação das crianças. A única coisa que você espera é que as coisas se resolvam e o médico faça o diagnóstico para sua filha começar a sair daquele estado.

Todas essas situações demonstram que a sociedade ainda nos vê, como quem está na terra apenas para trabalhar e pagar as contas.

Sei como todas essas situações só reforçam o peso e a pressão que as mães sofrem no dia a dia pelo cuidado e criação dos filhos, jamais saberei o que é isso. Tudo a minha volta parece que me diz que tudo bem, que a responsabilidade é dela mesmo, eu poderia simplesmente cruzar os braços e me acomodar, não brigar, não explicar muitas vezes para a professora, para o médico, para a vizinha, para a mãe da coleguinha da minha filha.

Eu poderia simplesmente ir com a maré, mas eu sou pai e essa palavra carrega muito mais do que fazer filhos, ser pai é muito, muito mais que isso. É preciso sim estar disposto a dividir a carga mental que as mães são obrigadas a carregar todos os dias.

Cabê a nós buscarmos nosso espaço como pais que devemos e queremos ser com pequenas atitudes que plantem na sociedade sementes que valorizem mais nossas responsabilidades e abra mais espaço para que todos possam ser os pais que queremos e não o que a sociedade acha que devemos ser.

6 Coisas que garantem a segurança dos seus filhos

Quem ainda não tem filhos sempre acha que cuidar de crianças sempre será uma tarefa super simples e fácil, mas é aí que as pessoas se enganam. Segundo o Ministério da saúde, acidentes são hoje a principal causa de morte de crianças de um a 14 anos no Brasil. Todos os anos, cerca de 4,5 mil crianças dessa faixa etária morrem e outras 122 mil são hospitalizadas devido a diversos tipos de causas no país.

De acordo com dados do Ministério da Saúde disponibilizados na plataforma DATASUS, vejam a distribuição das hospitalizações em decorrência de acidentes por causa e por faixa etária:

Tendo ciência dos dados que revelam um destaque quando o assunto é quedas e queimaduras, separamos X dicas que podem salvar a vida do seu filho principalmente nos primeiros anos de vida:

 

1 – Cozinha não é lugar de criança nunca:

Nos primeiros meses de vida nós pais estamos normalmente esgotados e muitas vezes há semanas seguidas sem ter uma noite de sono completa. Por isso, costumamos na maioria das vezes desempenhar determinadas atividades com certa distração e muitas vezes perdemos até os reflexos que permitirão discernir o que é perigoso ou não. Com todo esse cenário, um dos principais erros é esquentar água ou comida no fogão com a criança no colo, isso aumentará as chances de um acidente grave com queimaduras. Se não possui ajuda com a criança nesse momento, uma opção é utilizar um bebê conforto para deixar a criança em local afastado do fogão, porém em segurança em local que possa vê-lo.

 

2 – Não coloque sofás e camas perto de janelas:

Uma das principais características das crianças que começam a andar e correr, é de querer se aventurar em novos ares escalando as coisas, sendo elas mesa, armários, estantes e qualquer coisa que sejam desafiadoras para elas, mas um do principais acidentes desse tipo acontece quando existem camas e sofás perto de janelas, pois as crianças adoram saber o que tem ali no alto onde só os adultos podem ver. Garanta que todas as janelas possuem redes de proteção e tire todos os móveis que possam dar a oportunidade de a criança querer se aventurar nas janelas da casa.

 

3 – Melhor o bebê conforto no chão do que em cima da mesa:

Quem carrega o bebê conforto sabe que não é uma tarefa fácil, dói os braços e não é nem um pouco anatômico com o corpo do seu carregador. Isso faz com que em momentos oportunos, tenhamos que deixar o bebê em cima de uma mesa no bebê conforto e já pensou se por um segundo de distração alguém esbarra na mesa ou até mesmo o próprio bebê se balance fazendo com que ele vá para a borda da mesa. Pois é, para evitar isso, o mais indicado é que ao descansar você coloque o bebê conforto no chão próximo a você.

 

4 – Não esqueça produtos de limpeza em locais baixos:

Um dos grandes equívocos é achar que os produtos de limpeza são um perigo só para as crianças. Imagine um pai ou uma mãe cansados da maratona diária dos primeiros meses de vida do filho e ao tentar preparar um suco de uva por exemplo, confunda o suco com o produto de limpeza e faça com que a criança se intoxique.

Temos também o clássico problema que é o acesso aos produtos de limpeza por parte das crianças. A maioria dos produtos de limpeza possuem embalagem e cores bem chamativas que geram uma grande curiosidade nas crianças a tentarem experimentarem o que para elas é apenas uma bebida que está ali dando bobeira.

Garanta que os produtos de limpeza possuem seu armário próprio e ficam em local alto para evitar que sejam confundidos pelos adultos ou que sejam acessados pelas crianças.

 

5 – Evite banheiras e trocadores altos:

Sendo o cenário mais crítico para os acidentes com crianças, as quedas causam uma grande preocupação, uma vez que nós pais tentamos manter a integridade de nossas colunas e temos a tendência de querermos fazer as coisas em altura que não massacre nosso corpo. Não descuide e esqueça o sonho de utilizar trocadores em cima de cômodas como vemos em novelas. Se estiver sozinho ou sozinha com o bebê, a chance de você ter que sair de perto do bebê para buscar alguma coisa é muito grande e acredite, o bebê que até então não virava, de repente passa a virar (Os bebês não avisam quando mostrarão suas próximas habilidades), o que pode causa um acidente fatal. A mesma coisa acontece com as banheiras, caso o bebê tente se apoiar nas bordas da banheira, um segundo de distração e o suficiente para que ele consiga fazer um movimento de sair da banheira passando a perna por cima das laterais.

A dica é, se possível utilize banheiras em cima da cama de casal, o que permite que em caso de uma fuga da banheira, ainda seja possível resgatá-lo na cama.

 

6 – Caixa de ferramentas devem ficar fechadas a sete chaves e bem escondida:

Quem tem filhos sabe que ferramentas são umas das coisas mais admiradas pelas crianças, sejam elas chaves de fenda ou alicates. Imagine que você guarda a caixa de ferramentas numa prateleira e a criança decide pegar as ferramentas. Naturalmente a caixa viria a baixo caindo em cima da criança. Mesmo que não deixe a caixa acessível, nunca deixe as crianças brincarem com as ferramentas, pois se tornarão armas nas mãos delas, pois o movimento natural nos primeiros anos de vida é que levem tudo para a boca, nariz e rosto e uma chave de fenda pode causar um acidente de grandes proporções.

Essas dicas simples garantem que diminua drasticamente o risco de acidentes em casa e fazem com que seu nível de alerta diminua e você possa ter um pouco de descanso físico e mental por menor que seja.

 

O PODER DO HÁBITO NA VIDA DAS CRIANÇAS

Nem sempre é fácil fazer com que as crianças desempenhem tarefas rotineiras como tomar banho na hora certa, escovar os dentes sempre após as refeições, etc.

Utilizando como referência o livro O Poder do Hábito do Charles Duhigg, tivemos como entender como nosso cérebro funciona quando o assunto é bons hábitos.

Mudar nossos hábitos sempre tem um grau de dificuldade, porque na maioria das vezes depende de dedicação e muita disciplina e com as crianças não é diferentes, elas adoram rotina, mas se nós pais não os conduzirem para treinar bons hábitos, elas irão adquirir comportamentos condicionados o comodismo.

De acordo com o livro, nós temos hábitos cotidianos que praticamente nem percebemos que estamos fazendo, pois são padrões de comportamentos repetidos por anos e anos como: dirigir, escrever, ,tomar banho, escovar os dentes, se alimentar, etc.

Por isso, através do condicionamento destes comportamentos, os hábitos são assimilados pelo cérebro criando um processo de aprendizado e internalizando o conceito.

Essas ações inconscientes são repetidas automaticamente com o tempo, porque o cérebro está sempre procurando maneiras de poupar esforços.

Sendo assim, compreender porque o hábito é realizado e saber qual o seu objetivo para você, é um grande passo para que possa entender como mudar esse hábito por outra ação.

Criei uma forma simples de instituir bons hábitos na vidas das crianças e você pode tentar também. Funciona!

Veja no vídeo a seguir como foi a experiência: